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Maria do Pará completa um ano em 2009 com cerca de 530 atendimentos

voltados à superação de traumas emocionais, resgate da auto-estima e de autonomia pessoal. Até o momento o centro já registrou cerca de 530 atendimentos.
            Para a titular do centro Maria do Pará, Jureuda Guerra, a casa representa concretamente uma conquista do segmento feminino, uma demonstração de respeito do governo com as mulheres e homens, na busca de uma mudança na relação. Jureuda explica que há muitos motivos para se comemorar. “O objetivo proposto com a implantação do Maria do Pará há um ano foi alcançando, estamos dando retorno a sociedade, mais especificamente, as mulheres paraenses é isso é real”, exclama.

               Foto: Rodrigo Sávio
          Atendimentos
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Neste um ano de vida o centro Maria do Pará já atendeu cerca de 530 mulheres, em média duas mulheres assistidas por dia que sofreram agressões, físicas ou psicológicas, seja por parte do marido, companheiro ou pessoas próximas”, conta Jureuda Guerra. Ela também ressalta que no centro além do atendimento as mulheres, existe o atendimento de assistência aos familiares, quase sempre aos filhos.
            Depoimento - A professora de educação física, P.T.S, 27, começou a sofrer violência ainda menina, pelas mãos do padastro. Já adulta ela conta que durante o casamento também sofreu agressões por parte do marido, num relacionamento que durou três anos. Diante das agressões que se tornaram insuportáveis ela fala que resolveu denunciar, mas destaca que foi muito difícil tomar a decisão. “Quando cheguei no Maria do Pará eu estava sem chão, e ao chegar aqui fui super bem recebida, tive ajuda de psicólogos que me deram toda assistência, agora tô mais tranqüila depois que comecei a freqüentar o centro, e só tenho a agradecer, agora me sinto uma nova mulher”, revela.
            A titular do Centro Maria do Pará, Jureuda Guerra, faz questão de destacar que as mulheres que chegam ao Maria do Pará, dividem suas experiências, e o centro busca ajudá-las dando apoio, inclusive, para que elas sejam inseridas no mercado de trabalho, de forma que possam se tornar donas de suas vidas.”Temos mulheres que hoje já estão no mercado de trabalho vivendo uma vida normal”. Jureuda também frisou que a violência não existe somente em classes menos favorecidas, “ela esta em todas as classes”, enfatiza.
            Além de Belém, o Maria do Pará, já foi implantado também no município de Capanema. Para 2009 a previsão é de inauguração de outros centros nos municípios de Abaetetuba, Tucuruí, Xinguara e Santarém. Já está em fase de conclusão também a elaboração de projetos para a construção de novos centros de referência nos municípios de Castanhal, Paragominas, Itaituba, Altamira e Marabá.
            O Centro Maria do Pará - Belém, funciona com uma equipe técnica formada por psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, arte educadoras, enfermeiras, secretárias, recepcionistas, motoristas e auxiliares de serviços gerais. Localizado na avenida Serzedelo Corrêa, 956, ele funciona de 08 as 19h, de segunda a sexta-feira. Telefones de contato: 3366-8700 / 3241-0002 e E-mail: mariadopara@sejudh.pa.gov.br

Núcleo de Comunicação Social / Sejudh
Por: Bernadete Barroso / Lucyana Gemaque
Foto: Rodrigo Sávio

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